quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Incidência de quedas e nível de atividade física dos idosos


No texto desta semana vamos publicar resumidamente os resultados de um estudo feito relacionando a incidência de quedas e nível de atividade física dos idosos. O estudo foi publicado na revista Brasileira de Fisioterapia, no ano de 2007.

O aumento da proporção de idosos na população traz à tona a discussão a respeito de eventos incapacitantes nessa faixa etária (após 60 anos de idade). Esses eventos estão relacionados com a diminuição da capacidade funcional, por exemplo, para a execução das atividades de vida diária (AVDs), destacando-se a ocorrência de quedas, bastante comum e temida pela maioria das pessoas idosas por suas conseqüências.

O envelhecimento é um processo dinâmico e progressivo, no qual há alterações morfológicas, funcionais e bioquímicas, com redução na capacidade de adaptação homeostática às situações de sobrecarga funcional, alterando progressivamente o organismo e tornando-o mais susceptível às agressões intrínsecas e extrínsecas. Entre as perdas apresentadas pelo idoso, está a instabilidade postural, que ocorre devido às alterações do sistema sensorial e motor, levando a uma maior tendência a quedas.

Este estudo permitiu concluir que a atividade física exerce uma relação benéfica nas condições de saúde da população idosa e pode contribuir para uma menor incidência de quedas nessa população.Apesar de já ser comprovado por inúmeros estudos que a atividade física minimiza os declínios do envelhecimento, o sedentarismo tem aumentado muito na atualidade, contribuindo para acelerar as perdas funcionais no idoso.
Lembrando que um programa de exercícios físicos bem direcionados para os idosos, deve focar algumas variáveis de aptidão física, como resistência cardiovascular, força, flexibilidade e equilíbrio.

Referencia:
Rev. bras. fisioter., São Carlos, v. 11, n. 6, p. 437-442, nov./dez. 2007

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