No texto desta
semana vamos publicar resumidamente os resultados de um estudo feito relacionando
a incidência de quedas e nível de atividade física dos idosos. O estudo foi
publicado na revista Brasileira de Fisioterapia, no ano de 2007.
O aumento da
proporção de idosos na população traz à tona a discussão a respeito de eventos
incapacitantes nessa faixa etária (após 60 anos de idade). Esses eventos estão relacionados
com a diminuição da capacidade funcional, por exemplo, para a execução das atividades
de vida diária (AVDs), destacando-se a ocorrência de quedas, bastante comum e temida
pela maioria das pessoas idosas por suas conseqüências.
O envelhecimento
é um processo dinâmico e progressivo, no qual há alterações morfológicas,
funcionais e bioquímicas, com redução na capacidade de adaptação homeostática
às situações de sobrecarga funcional, alterando progressivamente o organismo e
tornando-o mais susceptível às agressões intrínsecas e extrínsecas. Entre as
perdas apresentadas pelo idoso, está a instabilidade postural, que ocorre
devido às alterações do sistema sensorial e motor, levando a uma maior
tendência a quedas.
Este estudo
permitiu concluir que a atividade física exerce uma relação benéfica nas
condições de saúde da população idosa e pode contribuir para uma menor
incidência de quedas nessa população.Apesar de já ser comprovado por inúmeros
estudos que a atividade física minimiza os declínios do envelhecimento, o
sedentarismo tem aumentado muito na atualidade, contribuindo para acelerar as
perdas funcionais no idoso.
Lembrando
que um programa de exercícios físicos bem direcionados para os idosos, deve
focar algumas variáveis de aptidão física, como resistência cardiovascular,
força, flexibilidade e equilíbrio.
Referencia:
Rev. bras. fisioter.,
São Carlos, v. 11, n. 6, p. 437-442, nov./dez. 2007

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