Todos já ouviram falar sobre a temida escoliose, um desvio bastante comum nos tempos atuais. A coluna vertebral, em uma vista anterior ou posterior, apresenta-se alinhadas, e suas curvas fisiológicas são visualizadas apenas de perfil. A escoliose é definida como inclinação lateral da coluna com componente rotacional dos corpos vertebrais.
Como a coluna é um eixo equilibrado por 24 vertebras isoladas, mas sacor e cóccix (vértebras fundidas), quando um dos segmentos encontra-se fora do seu eixo, compensações secundarias causarão uma readaptação dos demais segmentos ascendentes e descendentes da vértebras primaria. Essa definição deixa clara a idéia de que, no que se refere ás alterações corporais, nada vem isolado.
As escolioses geralmente são identificadas por meio de exame postural, mas a sua definição quanto ao grau de inclinação e rotação somente é dada por exame radiológico em AP ou PA panorâmico de Coluna.
''A escoliose é definida como inclinação lateral da coluna com componente rotacional dos corpos vertebrais''.
Classificação mais utilizada para definir a etiologia das escolioses, segundo Frassi (apud Tribastinni).
- Idiopática: Infantil (antes dos três anos), Juvenil ( dos três anos até a puberdade), Adolescente (após a puberdade).
- Congênita: Defeito de formação, Defeito de segmentação vertebral, Ataxia de Friedreich.
- Neurofibromatosa: Enfermidade de Von Recklinghausen ou Síndrome de Marfan
- Traumática: Intervenção cirúrgica, Fraturas
Devem-se sempre procurar a origem para entender melhor as conseqüências que a escoliose pode ocasionar. Basta lembrar as hérnias de disco: quando há necessidade de intervenção cirúrgica, realiza-se apenas a correção de uma lesão; no entanto, o que causou a herniação do núcleo não foi resolvido. Desse modo, geralmente as pessoas voltam a apresentar novas hérnias de disco após alguns anos.
Se o problema foi um desequilibro postural, a correção total do problema, além de retirar o núcleo herniado, passa a proporcionar um reequilíbrio postural global para que novos discos não sejam sobrecarregados por forças assimétricas. Nos casos de escoliose, o tratamento deve ser o mesmo, além de tratar a periodização do tratamento especifico sobre a curvatura lateral, deve-se verificar o padrão global de equilíbrio corporal pela detecção da causa desencadeante.
Classificação
Existem duas grandes classificações para escoliose idiopática: King e Lenke.
King em 1983 classificou as escolioses idiopáticas em 5 grupos de acordo com o padrão da curvatura no Rx em PA.
Tipo 1 – Curva em formato de S em que tanto a curva torácica como a curva lombar cruzam a linha média. A curva lombar é maior e mais rígida que a curva lombar. (12.9%)
Tipo 2 - Curva em formato de S em que tanto a curva torácica como a curva lombar cruzam a linha média. A curva toráca é maior e mais rígida que a curva lombar (32.6%)
Tipo 3 – Curva torácica estruturada e uma curva lombar que não cruza a linha média (32.8%)
Tipo 4 – Curva longa torácica em que L5 é centrado sobre o sacro e L4 inclinam-se em direção a curva (9.2%)
Tipo 5 – Curva dupla torácica em que T1 está inclinada para convexidade da curva superior. Curva superior também rígida. (11.6 %)
As desvantagens da classificação de King são: O plano sagital não foi considerado na classificação e as chamadas curvas duplas maiores e triplas maiores também não foram abordadas
Tratamento
O tratamento das escolioses baseia-se, dentre outros fatores, na idade, na flexibilidade, na gravidade da curva e na sua etiologia, compreendendo a correção das deformidades, com tratamento conservador, que inclui fisioterapia e utilização de coletes, adaptação de palmilhas posturais que incrementam a eficácia e o tempo do tratamento (Podoposturologia) ou o tratamento cirúrgico (Tribastone, 2001). Na opção de tratamento conservador a fisioterapia utiliza-se dos benefícios da R.P.G. ou Reeducação Postural Global, como método que corrige ou minimiza a escoliose através da identificação da causa do problema.
Referencias:
Avaliação postural e prescrição de exercícios corretivos (Oslei de Matos) – Phorte Editora
Instituto de tratamento da coluna vertebral - www.herniadedisco.com.br

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