quinta-feira, 28 de julho de 2011

Situação preocupante com obesidade no Brasil

Mesmo com a enxurrada de informações sobre os prejuízos que a má alimentação e a falta de atividade física fazem à saúde, um levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que quase metade da população brasileira (48,1%) está acima do peso e 15% dos brasileiros estão obesos. Ainda de acordo com o levantamento, os homens são os campeões em excesso de peso. Mais da metade deles (52,1%) estão com sobrepeso. Já entre as mulheres, a taxa é de 44,3%.

A grande preocupação é que o Brasil tem registrado, anualmente, um aumento de quase 1% na proporção de pessoas com sobrepeso. Só para se ter uma ideia, há cinco anos os índices eram, 42,7% para excesso de peso e 11,4% para obesidade. Caso o País mantenha essa tendência, em 13 anos, deverá alcançar níveis de obesidade similares aos registrados nos Estados Unidos.

Segundo uma das coordenadoras do Ministério da Saúde, Deborah Malta, o alto índice de sobrepeso no País decorre do sedentarismo combinado a padrões alimentares inadequados – baseados no baixo consumo de frutas, verduras e legume e uso excessivo de produtos industrializados.



A pesquisa aponta também que o brasileiro está consumindo menos feijão (importante fonte de ferro e fibras), mais leite integral e bastante carne com gordura aparente. O número de adultos que comem feijão pelo menos cinco dias por semana é de 66,7% – em 2006, eram 71,9%.

Outro ponto preocupante do estudo é o baixo percentual de adultos (18,2%) que consomem a quantidade recomendada de frutas e hortaliças – cinco porções diárias, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, 34,2% dos entrevistados dizem se alimentar de carnes vermelhas gordurosas ou de frango com pele; e 28,1% dizem consumir refrigerantes, ao menos cinco vezes por semana, hábitos considerados prejudiciais à saúde.

Chamada de “Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico”, a pesquisa é realizada desde 2006 por meio de entrevistas telefônicas com adultos (maiores de 18 anos). Em 2010, 54.339 pessoas foram ouvidas – cerca de 2 mil para cada capital brasileira.
Fonte: Ministério da Saúde

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